DIA DE FAXINA

Nossa, hoje eu acordei com vontade de fazer uma coisa não muito normal para mim… faxinar, e justamente por não ter esse hábito, eu não fazia idéia de por onde começar. Então pra ajudar e não perder tempo, peguei um pedaço de papel e comecei a anotar os lugares de urgência para serem limpos. Andando pela casa e escrevendo, a listinha ficou assim:

CORAÇÃO-ALMA-MENTE-TAPETES.

Eu sei, nada haver limpar tapetes, já que A CASA estava um caos. Mas gente, se vocês vissem como estava sujo…

Faltava coragem,  mas não tinha mais pra onde correr, então começando pelo mais difícil pra não perder o pique no final da limpeza, O CORAÇÃO. Minha nossa, como estava imundo, a sujeira o ofuscava tanto, que eu nem lembrava como era aquele cômodo. As coisas acumuladas, espalhadas e fora de ordem, deixava o ambiente triste. Nunca pensei que fosse tão difícil, mas fiquei dias naquele lugar. Achei coisas que pensei que tinha perdido há anos, outras que eu queria ter perdido. Tive que me desfazer de muitas coisas para que as novas pudessem entrar e o espaço se tornar agradável de novo.

Fui para o próximo que para a minha surpresa,não estava tão desastroso, só um pouco empoeirado, sujeirinhas bobas que com o vento, o quarto ao lado deve ter trago. Nada que um bom espanador não resolvesse. A beleza da ALMA se mantia, mas o pó do tempo que fiquei sem limpar ofuscava um pouco. Em menos de uma hora já estava brilhando, nem parecia que eu que tinha arrumado de tão limpo que estava. Bom, próximo lugar.

Pensei que o pior já tinha passado, mas percebi que enfim, cheguei á concentração do caos. A MENTE. Mal dava pra andar por ele de tao bagunçado. Como as ondas em um mar agitado, os entulhos se atropelavam. Ali eu guardava as coisas que começava produzir e não terminava. Aquele lugar e eu estávamos em silêncio absoluto, mas parecia que as paredes que o compunham eram extremamente barulhentas, tornando o ambiente confuso e sem rumo. Fui recolhendo tudo ao mesmo tempo, já que não sabia o que arrumar primeiro. Fiquei um dia inteiro só naquela parte da casa, parecia que eu estava desenrolando macarrão. Mas, mais uma vez deu tudo certo, e agora só faltava um detalhe… OS TAPETES. Rapidamente peguei-os e comecei a bater um por um do lado de fora, até por que, pra chegar em qualquer lugar da casa, tem que passar por ele primeiro, e assim, tudo de ruim que se acumulou ali iria se perder do lado de fora de novo e se Deus quiser, nunca mais encontrar o caminho de volta da minha porta. Agora, era só cuidar e preservar esses mesmos cômodos para evitar frustrações futuras. E como todo merecedor de suas batalhas, fui aproveitar a minha vitória tirando um bom cochilo.

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2 comentários em “DIA DE FAXINA

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